quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Receba convites para o cinema!

Quando dois amigos invadem o território de um cartel de droga dão início a uma guerra com consequências imprevisíveis.
Selvagens, um thriller cheio de adrenalina e suspense, que nos leva numa visita guiada ao mundo do crime e da guerra contra o narcotráfico. Chega agora às livrarias e às salas de cinema.
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A WOOK, a Porto Editora e a ZON Lusomundo têm 20 convites duplos (10 para Lisboa e 10 para o Porto) para oferecer às primeiras 20 encomendas pagas. Apenas os contemplados serão contactados através do e-mail de registo na WOOK até às 12h00 do dia 29 de agosto

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Faço tudo de novo...


Há amores que acabam com o nosso estofo emocional. De tal maneira que passamos a acreditar que nunca mais iremos voltar a gostar de alguém. Ou que os homens são todos iguais! Chegamos até perder o gosto na vida. A garra de antes. O alento de outrora e os sonhos de menina. Começa a tortura dos porquês, as retaliações passionais e o ódio crescente. Falamos mal dele, até deitarem-nos pelos cabelos. 

Mas quando menos esperamos e mesmo quando já juramos a pé juntos nunca mais cair na esparre-la de nos voltarmos a apaixonar. Vem uma rajada de vento e muda-nos de novo as voltas. 

Uma palavra carinhosa, uma acção duradora, um olhar demorado. E puf. Já foste. Começa assim um novo amor. Mas desta vez está nas tuas mãos cometer os mesmos erros ou escrever um capítulo diferente na tua história. Óbvio que irás errar como anteriormente, mas também saberás reconhecer e perdoar. 

Saberás distinguir a intensidade dos seus beijos e a amplitude das suas carícias comparando-as, com a veracidade, das suas intensões relativamente ao precedente. 

E se for o tal, odiarás estar longe dele por um segundo que seja, mas odiar-te-ás por dar-lhe atenção. Irás manda-lo embora vezes sem conta e ele estará sempre lá para ti. 

Se for o tal, fará tudo por ti sem nunca pedir nada em troca. Além de um beijo para selar o vosso amor. Se for o tal, tornar-te-ás má espontaneamente, e lá no fundo uma manteiga derretida que só sonha tê-los nos seus braços. 

Mas o receio e o orgulho ressentido são tao nocivos, que este será o teu jeito de amar, o TAL. Completa imprevisibilidade. Contudo tu: Amo-lo

Look out the window... capitulo 9


Há semanas que não dormia direito. Era agredida por pesadelos e suores frios. Comer já se tornara um suplício. Chegar à cama e relaxar era tudo que desejava.
    Ao chegar a casa depois de um expediente corriqueiro e fatigante. Fechei a mão amarrotando o comprovativo de compra do teste de gravidez que adquirira na far­mácia, no regresso. Em pânico, rezei para que o teste desse negativo. Afastei o longo cabelo escarlate para trás e tentei recompor-me. Um sorriso sarcástico escapou-me dos lábios, lembrando-me como tudo começara. Um simples gelado e um hematoma.
Ignorando o teste de gravidez, que não teria tempo nem espírito para realizar naquele momento, esco­vei o cabelo rapidamente e apressei a sair para o meu segundo emprego. Recusava-me a ficar lamentando a falta de sorte que sempre tivera na vida. Enquanto atendia às mesas no Outskirts, passava na rádio uma música que me deixou intrigada: “ … uma última esperança. Encontrar-te fez-me voltar a ser criança, porque já eras meu sem eu sequer saber, porque és o meu homem e eu tua mulher, porque tu, chegaste sem me dizer a que vinhas. As tuas mãos foram minhas com calma, porque foste na minha alma um amanhecer. Foste o que tinha de ser. ”

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O desprezo é isto mesmo, uma vingança desculpável


Aqui. Neste momento, no vazio do meu quarto. Eu contemplo o desprezo. Em cada fotografia que me abraça, eu posso senti-lo! Descendente em todos os ornatos.[1] Rizadas fleumáticas[2] enlouquecem-me. Já fui tudo! Já tive tudo. Agora não tenho nada. Os gira-discos… Toca a mesma música de há uma perpetuidade atrás. Recordo fragmentos de memórias enclausuradas no submundo do inconsciente. Parece que estagnei no tempo. Nada mexe, nada muda, nada… Nada. Além de mim, continua a respirar e a sofrer…
Onde estou? Que mundo é este? Já chega. Não quero mais lembrar-me! Não quero mais flashbacks do que aos outros… [tu] fiz passar. O desprezo, é um sentimento intenso. Grossaria e rejeição. Semelhante ao ódio, ainda que digam que entre ele e o amor a linha que os separe seja muito ténue.
    Estás a castigar-me pelo que antigamente. Fiz-te passar … por entre os arvoredos bravios e as brumas da incerteza. Invocaste o meu nome dúzias de vezes e eu fugi. Deixei-te à mercê da minha hidrofobia[3] e terror. Agora interrompidos no tempo, sem puder fugir mais. Remessas-me trechos frescos da minha inexistência na tua vida. O desprezo é isto mesmo, uma desmedida vingança relevável…


[1] Molduras
[2] Frias, insensíveis.
[3] Designação imprópria da raiva

Look out the window... Capitulo 8


Onde será que ela se esconde? O que levou-a a partir sem se despedir sequer? Se ao menos soubesse onde mora. Faz hoje 2 meses que a conheci. Tão depressa apareceu como desapareceu. Tal qual um anjo. A princípio não dei muita importância ao que sentia. Paixonetas de verão passam depressa, mas com ela foi diferente. E quando ela partiu naquela madrugada, deixando-me para trás sem sequer um bilhete ou algo que a pudesse encontrar. Percebi que afinal enganara-me. Todas as mulheres são egoístas e ambiciosas. Mas… não me recordo de ter usado protecção. Será que…Não. Acho que já teria vindo procurar-me. E se, acontecera-lhe alguma coisa? Nunca mais a vira nas redondezas perto da praia. Perguntei ao dono do restaurante e também nunca mais a vira passar por ali. Estava ficando perturbado logo, logo partiria para o mar e podia nunca mais regressar. Tinha de a encontrar. Pessoas deviam lhe favores. Se a sua memória não lhe pregasse rasteiras agora, podia jurar que ainda trazia na memória a matrícula do seu carro… Precisava tentar. Ainda não era o fim. O meu coração continuava sangrando por ela. Só por ela. Dói a saber a verdade. Que a sereia de olhos avelã me abandonara na praia sem uma única palavra depois de terem sido um só. Que para ela amar se tornara ódio. Cruzarei o limite. Nem que seja só para a ver e depois partir. Não terei medo se já me tiver esquecido. Pela primeira vez soubera o significado da palavra amor na sua amplitude autentificada. Não me arrependo mesmo nada do dia que me cruzei com ela na praia, provavelmente o sucedido não fora acidental. Estava destinado.