Agora para onde vou
agora? As pessoas olham todas para mim. Devem perguntar-se o que faz uma pessoa
como eu vagueando por aí vestida de noiva. Não tenho nada, nem documentos,
dinheiro. Nada. Ficou tudo na casa do Alessandro. O meu minha nossa, o que se
passa comigo? Que destino maldito é este. Não quero saber do que possa
acontecer, vou buscar o que é meu. Ele que me aguarde.
Algumas horas depois dirigi-me à
casa de Alessandro, a coragem parecia ter-se esgotado. Como agir depois do
sucedido? É melhor ir embora. Sim, é isso. Não. Chega de me acobardar. Chega de
rebaixar-me a ele. Não foi assim que me criaram. Não foi para isto. Toco à
campainha. Nada. Volto a tocar. Novamente nada acontece. Decido então voltar as
costas e partir sem rumo certo. Quando oiço o trinco da porta e uma voz dizer:
- Lana!
- Alessandro. –
Respondi virando-me para ele.
- Como tens coragem
de aparecer aqui? Sabes a tragédia que causaste na minha vida, sua...sua... o
que queres?
- O que é meu. As
minhas coisas.




