sexta-feira, 22 de março de 2013

Whistling my name... Capitulo 16

Agora para onde vou agora? As pessoas olham todas para mim. Devem perguntar-se o que faz uma pessoa como eu vagueando por aí vestida de noiva. Não tenho nada, nem documentos, dinheiro. Nada. Ficou tudo na casa do Alessandro. O meu minha nossa, o que se passa comigo? Que destino maldito é este. Não quero saber do que possa acontecer, vou buscar o que é meu. Ele que me aguarde.
            Algumas horas depois dirigi-me à casa de Alessandro, a coragem parecia ter-se esgotado. Como agir depois do sucedido? É melhor ir embora. Sim, é isso. Não. Chega de me acobardar.  Chega de rebaixar-me a ele. Não foi assim que me criaram. Não foi para isto. Toco à campainha. Nada. Volto a tocar. Novamente nada acontece. Decido então voltar as costas e partir sem rumo certo. Quando oiço o trinco da porta e uma voz dizer:
- Lana!
- Alessandro. – Respondi virando-me para ele.
- Como tens coragem de aparecer aqui? Sabes a tragédia que causaste na minha vida, sua...sua... o que queres?
- O que é meu. As minhas coisas.

quinta-feira, 21 de março de 2013

quarta-feira, 20 de março de 2013

Whistling my name... Capitulo 15


O sol já saltita por entre as janelas anunciando um novo dia. O inevitável está prestes a realizar-se. Enfim irei preparar-me e mentalizar-me que este é um dia feliz. Tomei um demoroso banho, pensei só em coisas boas e encaminhei-me para o meu quarto para então transformar-me na dita noiva do contracto. Vesti a lingerie que escolhera na mesma loja que o seu vestido. Era toda em branco e rendada. Depois o vestido tinha um decote recortado com uma cauda de corte organza, pregueado e bordado. O véu até ao final das costas em tule de duas camadas frisado e  bordado. E por fim sapatos de cetim salto agulha fechados de plataforma escarpã. Quanto ao cabelo preferi ao natural. A magia estava feita. Desci contemplei imediatamente a limusina à minha espera.
            Quando cheguei à Igreja nunca vira tantas pessoas para um casamento e de entre elas a ex-namorada de Alessandro. Então pedi ao motorista para parar nas traseira da Igreja por uns momentos. Agora tudo fazia sentido. A sua raiva, o seu desespero e fúria. Era tudo por causa do seu desgosto de amor. Era só para punir o seu amor. Que andarilho foste e és Lana. Acorda! Ganha 20 segundos de coragem e desaparece daqui. Como que por destino. Observo Alessandro surgir nas traseiras da Igreja e a sua ex-namorada correr para si. Vendo isto continuei observando. Ela parecia desesperada e aflita. Estaria-lhe pedindo que não casa-se? Que fora parva deixando-o? Quando de repente se beijaram... E foi aí que tudo mudou drasticamente. Saí da Limusina e dirigi-me a eles. E ali fiquei para que me visse. Ele empurrou a mulher, o seu grande desgosto e encarou-me assustado.

terça-feira, 19 de março de 2013


Whistling my name... Capitulo 14


Eu não posso acreditar que ele fez aquilo. Dias atrás enquanto passear pelas ruas para espairecer, Alessandro ligou-me porque tínhamos de falar. Quando cheguei esperava-me impaciente e entregou-me um documento para as mãos. Sem a mínima hipótese de saber do que se tratava, obrigou-me a assina-lo. Ou isso ou voltava para a prisão em França. Para bem ou mal assinei. Não tinha saída possível. Só depois me autorizou a ler o documento. E o que li transtornou-me profundamente. Cuspi-lhe na cara e saí para a rua. Antes que fecha-se a porta na sua cara avisou-me: “ Espero-te amanhã no altar, é bom que não faças nenhuma estupidez! ”  
Casamento com separação de bens. Em caso de traição, minha para com ele, perco tudo. Mas literalmente tudo. Ser uma esposa fiel, obediente e devota. Satisfazer as necessidades do marido quando este querer. Não me envolver nos assuntos do marido nem nas suas amizades...
Só por aqui já chega para que uma pessoa se sinta enojada e sem dignidade ou respeito por si mesma. Onde eu cheguei... Só quero sair deste pesadelo. No entanto eu acho que sinto algo por ele. Por isso isto tudo pelo que tenho passado é bem feito. Sou uma estúpida mesmo. Como se ele visse algo em mim. Jogou-me ao Deus dará sem um pingo de remorsos. O que sinto é carência isso sim. É apenas um sentimento, um sentimento que eu tenho porque não quero acreditar nisto tudo. Um sentimento por estar debilitada e fraca psicologicamente. Apenas isso.
            É amanhã o dia. É amanhã que perco a minha liberdade. É amanhã que me converto naquilo que mais amaldiçoei em toda a minha vida. É amanhã...