domingo, 10 de março de 2013

Clínica Veterinária de Linda-a-Velha Dr. Antero Monteiro



Se amas o teu animal e só queres o melhor para ele. A Clínica Veterinária de Linda-a-Velha Dr. Antero Monteiro é a melhor que podes escolher. Aqui a confiança e o amor pelos animais está acima de tudo

Contactos:
Clínica Veterinária de Linda-a-Velha Dr. Antero Monteiro:
Rua Pinheiro Chagas, nº 7 - 2790-153 Linda-a-Velha
Telefone - 214191174


Whistling my name... Capitulo 9


- Hoje vou ter um jantar de negócios e queria que viesses comigo. – Disse-me Alessandro entregando-me uma caixa.
- Mas... porquê? Só irei atrapalhar, nem falar a língua sei. Não. Não é uma boa ideia. Agradeço, mas ficarei aqui.
- Tu vens comigo Lana, não te trouxe comigo para seres uma prisioneira. Além de que ajudará no negócio.
- O que queres dizer com isso?
- Nada. A companhia de uma mulher bonita alivia sempre a tensão destes jantares. Por favor, vem comigo.
Acabei concordando. Peguei novamente na caixa e dirige me para quarto. Enquanto ele ficou do lado de fora esperando. Ao abrir a caixa deparei-me com um vestido estilo caicai florido com favos extensíveis atrás, em renda estampada com um deslumbraste cinto azul. E no fundo da caixa encontrei ainda uma lingeri constituída por uma cueca tanga branca de renda e um soutien em silicone transparente de copas pré-moldadas, com aros. De microfibra extensível, invisível sob a roupa. Fiquei espantada e em apanico ao mesmo tempo. Varias dúvidas assolavam me a mente. Agora não. Peguei na roupa e comecei a vestir-me. Receava que algo fosse ficar mal, mas já já saberia. Quando olhei ao espelho nem quis acreditar. Tudo assentou como uma luva. Do lado direito do toucador estava um conjunto de maquilhagem, que podia jurar não estar ali de manhã, juntamente com uns brincos compridos prateado e verde e 13 pulseiras metálicas multicolor. Dei os retoques finais e quanto ao cabelo, escolhi levar o cabelo solto. O corte que fizera antes de tudo na minha vida desmoronar parecia, agora fazer todo o sentido. O meu cabelo ondulado e comprido com o encadeamento ganhara outra vida, acompanhado de uma leve franja enviesada. Respirei fundo e abri a porta do quarto.
- Estou pronta.
Alessandro virou-se para mim e soltou um leve sorriso. Caminhou na minha direcção, rodeou-me e colou-se atrás de mim. Fiquei imóvel e depois percebi que me colocava um colar metalizado com um coração.
- Este fio é o meu amuleto da sorte para ti. – Disse sorrindo e afastou-se para me observar. Agora sim, estás linda. Mas falta-te algo também importante. Os sapatos.
Olhei para os pés e corei. Nem me apercebera que não estava calçada. Quando o observei ajoelhar-se diante de mim e segurar-me um dos pés. Calçara-me com sapatos de salto alto clássicos azuis, contendo na ponta um laço de cetim e o interior em pele. Parecia um conto de fadas, estaria sonhado. Mas um sonho que tenho tido à vários dias.
- E para completar ainda falta este pequeno pormenor que trago aqui para ti. – Disse ele dirigindo-se a uma Carteira plissada de fios metalizados em rosa em cima do sofá. – Gostaste do meu presente?
- Estou sem palavras. Como sabias as minhas medidas?
- Isso é um segredo meu. Vamos? – Respondeu-me oferecendo a sua mão.

sábado, 9 de março de 2013

Whistling my name... Capitulo 8


Contado ninguém acredita. Estou em Paris sozinha, indefesa e completamente burra nesta língua. Como vim aqui parar? Longa história e rápida demais até para mim.
Alessandro é um homem de negócios pelo que pude perceber durante os poucos dias que estive a seu lado. Ao saber da minha situação não me deixou mais desaparecer-lhe da vista. Daí a vir para Paris foi um pequeno passo. Alessandro tinha uma viagem de negócios marcada e como decidira, sei lá porquê, manter-me a seu lado, tratou rapidamente da papelada para que eu pudesse acompanha-lo. Desde então tenho estado fechada na suite do Hotel, esperando que ele chegue. Apesar da situação, que é bem melhor que a anterior onde me encontrava, a minha cabeça não pára de pensar na razão. Até porque ele nem optou por ficarmos em quartos separados e tem estado a dormir no sofá. Tudo isto assustou-me de início e agora tem me inquietado. Tanta bondade, preocupação e generosidade tem um preço.
- Ah! Aqui estás tu. – Disse uma voz surgindo nas minhas costas. – Ei calma. Não queremos um acidente. Tenho procurado-te por toda a parte. Depois deduzi que provavelmente poderias estar aqui no terraço.
- Ah. Desculpa. Estava envolvida nos meus pensamentos e nem dei conta do lugar onde estou.
- E que pensamentos são esses Lana? Passa-se alguma coisa?
- Não. Claro que não. Só me sinto estranha e assustada por estar longe de casa.
- Qual casa Lana? – Tu não deixaste nada para trás.
Aquelas palavras soaram como uma chuva de farpas. Não tinha nada, era verdade. Mas Paris não me dizia nada, tão pouco era a minha casa e Puma não estava aqui apesar de tudo. E aquelas palavras significaram que eu estava dependente dele. Nada dá nada em troca.
- Desculpa. Fui muito bruto contigo agora.
- Não. Deixa estar. É a verdade mesmo.