quinta-feira, 21 de junho de 2012

Os dias…

Conduzi a noite toda por ruas inversas,
Trajecto de um caminho…
Mas de alguma maneira voltei ao princípio,
Ao local onde abstraí o amor,
Onde perdi a alma…
- Quem és tu para me dizer o que é preto ou branco?!
- Por que não queres entender?
- Então diz-me qual a diferença entre um garoto e um homem?
- A inocência?
Os meus fecundos viveram uma mentira,
E eu paguei o preço…
Sacrificaram a minha vida me sujeitando…
Se existe algo para me segurar,
Que me faça sobreviver durante a noite…
Eu não vou fazer o que não quero!
Eu vou viver a minha vida
Cintilando como uma jóia,
Rebolando com um dado…
De pé no parapeito,
Eu demonstrarei ao vento como voar,
Em quanto o mundo fica diante da minha cara,
E digo encoberta:
- Um bom dia.
Dêem uma olhadela ao seu redor,
Nada é o que parece…
Estou vivendo numa casa fragmentada de fés e ilusões,
Sê o primeiro a ajudar…,
Alguém destemido o suficiente para tomar uma atitude.
Eu bati em todas as portas das ruas sem saída,
Procurando por um relevação,
Era o que restava para acreditar…
É duro, tão duro,
O meu coração chora,
Deixando-me ir…
Enquanto o mundo continua,
Exercendo o meu sepultar,
Eu tento levantar minhas mãos, ser firme,
Eu digo:
- Não é engraçado, deitar para dormir,
e não sobrar nenhum motivo para me manter.
Eu experimentaria que as estrelas no céu,
pudessem ser todas chamadas de doença.
E as nuvens pudessem tirar o luar…
Eu queria apenas incendiar este lugar,
Que nós chamamos de lar…
Teria sido tudo tão fácil,
Se apenas me fizessem só chorar…
Sempre me disseram como isto iria acabar,
Num instrumento de canções de “embalar”…
É duro, mas tão duro…
Agora, eu vejo o céu luzindo,
Em tons divergentes de azul,
Bem, nestes dias,
Apenas senti a tua falta,
E de noite quando fico insana,
Se ao menos pudesses voltar…
mas isso é uma das coisas,
Que sei que não vai mudar.
Até me tornar uma púbere colocada…
Isso está fazendo o meu coração destilar
É tudo tão duro…
Actualmente. Dizem-me que vou delinear um coração.
E nós encontraremos o útil…
Mas eu fiz minha recente viagem,
Para estes lábios joviais,
Apostando tudo que tinha em ti…

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Revolta, injustiça - DESFORRA!!


A vida é algo precioso,
Quando a temos não a queremos.
Quando nas tiram,
É que nos apercebemos.
Isto não é sempre assim
Verdade seja dita,
A morte é liberdade e,
O começo do fim.
A vida é algo precioso,
Que quando a temos,                                    
Não a queremos.
Só quando temos algo,
E nos tiram,
É que percebemos.
Só vale a pena viver quando,
Desejamos algo ter.
Já temos ou,
Queremos alcançar.
O meu é a sede de vingança,
E com razão.
Esta que me foi implantada,
Durante seis anos de imensidão e solidão.
Seis anos caídos, no esquecimento.
De uma vida destruída por terceiros,
Que hoje alegram-se com o que arruinaram.
E o que são,
Disso nasceu uma bastarda,
Extinguindo o que já era pouco,
E se tornou em nada.
Vivo com a certeza da vingança no coração,
E com a sede de punição.
Enquanto não passarem pelo mesmo,
Que me fizeram,
Não irei descansar!
A vingança é um prato que se serve frio.
Demora, fica esquecida no esquecimento,
Mas nunca, já mais morre!
Quando me vingar e ver os outros,
A passarem o mesmo,
Saberei que sub vigorar.
E a minha vingança poderá,
Em fim descansar…

terça-feira, 19 de junho de 2012

O resgate do coração


Onde vais?
Onde vais, minha linda?
Quero saber, eu tenho de saber...
Vais embora sem uma palavra, um recado,
E seguidamente a minha cabeça martela como um trovão estrondoso.
Abandonas-me com uma angústia bem funda no coração,
Devias de ver-me chorar a noite inteira.
Todos dizem:
- Que vergonha!
O que tem de errado?
Ouvi dizer que ficavas flutuando por aí até o amanhecer,
Estou-te esperando noite e dia...
Tens de quebrar este silêncio,
Precisamente como um rio decorrendo pró mar,
- Não há nada de errado num homem chorar,
apenas não é comum.
Responde ela correndo de volta para mim.
Vem não me deixes de novo sozinho...
Salva-me...
Volta e enxuga as lágrimas que chorei por ti,
Volta só tu podes parar esta agonia no meu coração,
Volta e ajuda-me a transitar a noite a salvo.
Ensina-me o que amor,
Mas não me firas,
Nunca...
É que já não sei,
Por que a outra foi tão injusta,
Lhe dei o meu amor,
Mas não se importou,
E o que é errado,
O que é amor,
Eu também não sei,
O que te posso dizer,
É que devemos ser bom um para o outro,
E eu não vou embora...
E não quero,
Nenhum outro amor,
Nesta vida, neste tempo.
Vamos estar juntos,
Eu necessito de ti sempre,
E isto é que é amor!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Que delícia


Curso livre de Verão de Cultura Alemã


Departamento de Estudos Germanísticos
-Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa-


CURSO "CULTURA ALEMÃ EM DIÁLOGO - PRÁTICAS E PERSPETIVAS"
2 - 13 julho 2012


O curso pretende facultar uma introdução ao variado panorama cultural da Alemanha e dos países de língua alemã, bem como uma breve iniciação à língua alemã. Não pressupõe conhecimentos de alemão.


Destinatários: O curso destina-se a profissionais do jornalismo, do turismo, docentes e alunos universitários, e outros, que estejam interessados num melhor conhecimento da Alemanha e da cultura de língua alemã, bem como a uma iniciação ao alemão.

Docentes: Professores do Departamento de Estudos Germanísticos.

Local: FLUL, Sala 4.

Inscrições: de 1 de Maio a 26 de Junho nos Serviços Académicos da FLUL

Propina: 50 Euros / Para alunos da Universidade de Lisboa: 20 Euros.

Será atribuído um Certificado de Participação no final do curso.



Sessões:



LÍNGUA ALEMÃ
(18.00 - 19. 30 h.):
CULTURA ALEMÃ
(19. 30 - 21.00 h.):
2 julho
Kit de sobrevivência: saudar, apresentar-se, os números...
A Alemanha como sociedade multicultural
3 julho
Os países de língua alemã: geografia, paisagem, cultura
A Alemanha e a Europa
4. julho
A especificidade da Áustria: variantes linguísticas, paisagem e cultura
Berlim, Lugar de Memórias
5 julho
Jogos com a língua alemã / Poesia concreta
O anjo terrível da memória: tolerância e coexistência
6 julho
Música atual na Alemanha
A questão da culpa e a memória europeia contemporânea
9 julho
Fonética alemã
Tópicos da narrativa de ficção após a reunificação da Alemanha
10 julho
No café: pequenas conversas
Como vivem os artistas? A Alemanha e a Cultura
11 julho
Canções alemãs do romantismo ('Lieder')
Gerhard Richter e a heterogeneidade do pintar
12 julho
O panorama teatral da Alemanha
O que há para lá do horizonte? Werner Herzog e o filme documental
13 julho
Especialidades culinárias dos países de língua alemã
Expressões idiomáticas em contraste: alemão e português



FLUL - Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Alameda da Universidade
1600 - 614 Lisboa

Contactos:
Secretariado de LAC (FLUL)
9.30 - 18.00h
Email: secretariadoLAC@fl.ul.pt
Tel.: 21 792 00 51/81/49